PIB do Brasil deve crescer 2% em 2019, diz Cepal

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PIB do Brasil deve crescer 2% em 2019, diz Cepal

O cenário de incerteza econômica internacional, ao invés de diminuir, irá se acentuar em 2019, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgada nesta quinta-feira.

OCDE reduz previsão de crescimento do Brasil para 2019

De acordo com o Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2018, a expectativa é que o crescimento econômico da região seja de 1,7% no ano que vem, previsão ligeiramente inferior aos 1,8% anunciados anteriormente, no último mês de outubro. A projeção de crescimento da região para este ano de 2018 também foi revista, de 1,3% para 1,2%.

Segundo a Cepal, o maior risco para o desempenho econômico da região em 2019 é a existência de uma deterioração abrupta das condições financeiras para as economias emergentes.

“Durante 2018, os mercados emergentes, incluindo a América Latina, mostraram uma importante redução nos fluxos de financiamento externo, já que aumentaram os níveis de risco soberano e suas moedas se depreciaram em relação ao dólar”, diz o relatório, indicando que não podem ser descartados novos episódios de deterioração nas condições financeiras futuras.

“É necessário contar com políticas públicas para fortalecer as fontes de crescimento e fazer frente ao panorama de incerteza a nível global”, afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena em comunicado.

 

 Países

De acordo com a Cepal, a economia do Brasil deve fechar o ano de 2018 com crescimento de 1,3%, levemente menor do que a alta de 1,4% prevista no início de novembro. Para 2019, a comissão acredita que o PIB brasileiro cresça 2%.

Em relação ao México, a Cepal mantém a expectativa de que o PIB aumente 2,2% neste ano e, para 2019, a expectativa é de crescimento de 2,1%.

A Argentina, que já enfrenta uma recessão econômica e se viu obrigada a pedir socorro ao FMI, deve fechar 2018 com queda de 2,6% do PIB e nova contração de 1,8% em 2019, segundo a Cepal.

Na Venezuela, onde a crise econômica e social atinge patamares maiores e afeta o abastecimento de produtos de necessidades básicas, a contração do PIB será de 15% no balanço de 2018 e de 10% em 2019, de acordo com o relatório.

Na Nicarágua, outro país que vive uma crise econômica e social, a previsão da Cepal é de queda de 4,1% neste ano e declínio de mais 2% em 2019.

 

Regiões

No recorte das regiões dentro da América Latina e o Caribe, a Cepal prevê que a América Central (excluído o México) cresça 3,3% em 2019, a América do Sul 1,4% e o Caribe 2,1%.

Com relação aos países, a ilha caribenha de Dominica encabeçaria o crescimento regional, com uma expansão de 9,0%, seguida pela República Dominicana (5,7%), Panamá (5,6%), Antigua e Barbuda (4,7%) e Guiana (4,6%).

Na América do Sul, as economias mais aquecidas atualmente são da Bolívia, com expectativa de fechar este ano com crescimento econômico de 4,4% e mais 4,3% no ano que vem, e do Paraguai, que de acordo com a Cepal crescerá 4,2% no fim de 2018 e mais 4,2% em 2019.

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